A reunião

A noite era uma solidão só. Na TV, trocava de Telecine como trocava de roupa. À procura de filmes de ação, para manter-se acordado, ele só se deparava com comédias românticas melosas que ele se recusava a assistir – já bastava a dele. Devorando amendoim a torto e a direito, o que acentuava suas dobras abdominais, pegava o mesmo jornal a todo momento. Revia a manchete palpitante, mas também o anúncio do utilitário 2008 que cabia no seu orçamento.
Tinha, na manhã seguinte, uma reunião importantíssima. Preferia manter-se aceso ir para o incômodo encontro às 7 da matina e voltar para casa – e aí, sim, dormir o sono dos deuses e também dos mortais.

Sua casa era um breu. Na sala, além da foto tilintante da avó num canto, piscava sua coleção de Santa Dose. Elas estavam sempre brilhando, aquele amarelo e verde convidativo, aquela sensação de querida, de companheira. Sabia que um copinho com gelo o acalmaria. Afinal, havia se preparado há semanas para chegar para um grupo de empresários e dizer: “Comprem esses terrenos em Salvador porque são a melhor oferta do Nordeste”. Estava confiante. Então, comemorou antes. Ficou ainda mais.

Tomou banho quente, arrumou-se e partiu. Encontro na praia, sol fervente.

De longe avistou o que parecia a foto tilintante da avó. Não era. Estava diante de uma garrafa recém-aberta por seus potenciais compradores. Sentou-se, contou, descolado, suas histórias de sua companheira de guerra, paz e de mesa. Brindou ao novo negócio com os agora amigos.
Abriu a porta de casa, tirou a roupa e dormiu manso, com a conta bancária mais polpuda e um copito de Santa Dose para rebater que ninguém é de ferro.

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Amor de verão e de inverno. Eterno

Era difícil para Carlinhos, terno e gravata, cansado, morrendo de calor, atravessar o Baixo Leblon sem procurar aquela que não o deixava dormir. Olhava de soslaio para as mesas, várias, com mulatas, louras e afins contemplando os homens interessantes do lugar. Para ele, não importava. A que ele queria era muito desejada. E não necessariamente uma exclusividade de homens. As mulheres também a cobiçavam tais eram seus encantos.

Até que um brilho natural anunciou sua chegada . Parecia voar por entre as mesas, diante de olhares esguios, desejosos, fortuitos. Ela fazia sua parte. Iria se acomodar à espera das primeiras mãos, dos primeiros elogios.

Carlinhos, de fora, andando de um lado para o outro, não suportou. Lançou-se ao bar, pediu licença e desculpas aos caboclos e seus ares de pidões, sentou-se à mesa, catou-a e partiu para casa diante de muitas reclamações e vaias.

Ao abrir a porta da sala, vários copos com gelo se derretiam em vontade num canto da mesa. Carlinhos não sabia como começar. A volúpia era enorme. Olhou por alguns instantes para fora, viu o sol, o céu e o mar profundo. Seu monumento particular estava ali aguardando seu toque.

Sorveu-a com ardor, dava gosto ver sua cara de prazer.

Era mais uma garrafa de Santa Dose a se contabilizar naquele verão inesquecível. Para ele, que a tomou em seus braços e a bebeu com fé, fazendo do gelo sua principal testemunha, aquele era menos um dia sem sem ela.

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Uma dose a mais

Recentemente, a Santa Dose baixou no bar Belmonte, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. Um senhor namorou a garrafa, fez perguntas sobre a bebida, pediu para abrir. Copinho com gelo, foi ao delírio e comprou-a ao amigo. Bebeu, gostou. Isso não tem acontecido só no Rio. Pelo Brasil a história é a mesma. Botou na mesa Santa Dose, não sobra uma gota. Parou na mesa sai na hora. Cheers!

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Cannes: Luxo e Glamour

Astros de cinema, hotéis de luxo e praias de tirar o fôlego. Há combinação melhor? Bem-vindo a Cannes, a Hollywood da Riviera Francesa. Famoso por seu festival de cinema, que ocorre anualmente no mês de maio, esse balneário é o que há de melhor na região da Côte d’Azur.

Mesmo que não dê para tirar férias quando nomes como Russell Crowe, Woody Allen e Michael Douglas estão lá, definitivamente Cannes é um lugar para ser visitado no verão. Procurando as águas do Mar Mediterrâneo, ricaços dão vida a cidade desfilando seus carrões, jantando nos excelentes restaurantes e, principalmente, pegando sol nas maravilhosas praias.

O local onde tudo acontece é La Croisette. De um lado da rua, os hotéis cinco estrelas, do outro, as praias. Aqui, não há jeito, tem que estar disposto a gastar. Até a extensão de areia são privadas. Para frequentá-las só se hospedando nos hotéis donos da costa. Alguns até liberam a entrada diante do pagamento de uma taxa diária na média dos 20 euros. Se acha que sairá caro, as opções são as praias municipais ao leste e oeste da Cannes. Mas, se as particulares já são cheias, imagine as públicas.

Opção mais tranquila é fazer um passeio de um ou dois dias até Ilês de Lerins, um pequeno arquipélago a 15 ou 30 minutos de Cannes. Sainte-Marguerite e Saint-Honorat são as maiores ilhas e possuem boa infraestrutura de restaurantes, boates e cafés. Não deixe de aproveitar o licor artesanal da região. E praias? As melhores ficam no sul de Sainte-Marguerite. Já em Saint-Honorat, uma interessante pedida é se hospedar no albergue da Abadia de Notre Dame de Lérins. Em troca, o turista deve ajudar na rotina da igreja.

Voltando, faça um passeio pela região de Vieux Port e Le Suquet, regiões mais autênticas da cidade, onde modernidade e passado se misturam. Na área velha do porto, pode-se assistir antigos barcos de pescadores ao lado de iates de luxo. Já Le Suquet possui estreitas ruas onde séculos de história se misturam com construções recentes. Destaques para um castelo do século 17 que virou o museu Musée de la Castre e a Igreja de Notre-Dame d¿Esperance datada do século 17.

Assistir filmes durante o Festival é só para convidados. Mas o luxo de poder conhecer os cinemas de um dos centros mundiais da indústria cinematográfica, não. Duas são as salas de cinema que merecem uma visita: Cinefil Cinema Arces, com programação mais artística, e Cinema Olympia, mais indicado para os amantes das megaproduções de Hollywood. Cassinos também têm vez. Destaque para o Croisette, que fica dentro do hotel Lucien Barrière, próximo ao Palais des Festivals, onde ocorre a final do festival de cinema. Já para comprinhas de alto-luxo, a dica é aproveitar, além da rua principal Croisette, a rua d’Antibes.

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Santa Feijoada

Blá Bar e Restaurante sobe a serra e marca presença na Temporada de Inverno 2010 em Campos de Jordão.

A partir do feriado de Corpus Christi o Blá Bar e Restaurante invade a Estação de Inverno do Tênis Clube de Campos de Jordão prometendo muitas surpresas!!

Programação:

Quinta Feira 03.06 – 16:00 – Inauguração
DJs convidados Pedro Sabie e Binho Tutundjian

Sexta Feira 04.06 – 14:00 – Santa Feijoada
DJs convidados Rafael Milan e Marcello Pastore

Sábado 05.06 – 16:00 – Absolut Rock
DJ convidado André Vasco

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Stand Up Comedy

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Nice

Nice só perde para Paris entre as cidades francesas mais procuradas pelos turistas. A capital da Côte d’Azur, banhadas pelas águas azuis do Mediterrâneo, oferece opções que vão desde belas praias particulares até seus excelentes atrações culturais.

Nas praias de Promenade de Anglais é onde a badalação e a diversão acontecem. Atletas jogam vôlei e correm, famílias aproveitam a calmaria do mar para se banharem e jovens bronzeiam-se enquanto paqueram. No mar, as lanchas disputam espaços próximos a costa para ancorar e praticar esqui aquático.

Vale lembrar que durante o verão, a areia pode ficar lotada. Então, se desejar fugir da muvuca, opte pelas particulares. São elas: Castel Plage, Opéra Plage, Plage Beau Rivage, Blue Beach, Neptune Plage. De noite, o Promenade de Anglais transforma-se em ponto de encontro nos bares e restaurantes. Outra opção, principalmente para final de tarde, é a praça Masséna, principal centro comercial.

Vizinha de Cannes, Saint Tropez e Montecarlo, Nice soma às praias o atrativo imbatível de seus museus. Por exemplo, os espaços dedicados a Matisse, Chagall e Picasso. O movimento de arte experimental Escola de Nice funciona no ateliê Soardi, numa antiga casa de Matisse, e tem mostras no MAMAC (Museu de Arte Moderna e Arte Contemporânea).

Os marcos arquitetônicos de Nice são a Ópera de Nice, construção do século XIX palco de concertos, balés e recitais, e a Catedral Saint-Nicholas, a maior catedral ortodoxa russa fora do ex-país soviético.

Na cidade velha, ou Vieux Nice, o destaque é para o cours Saleya, onde funciona um tradicional mercado de flores, frutas, vegetais, e aonde estão alguns dos melhores restaurantes e bares. Aquí dá para sentir o clima da autêntica Nice andando pelas estreitas ruas do bairro, e ter a melhor vista da cidade no Parc du Chateau. A área do porto é frequentada basicamente pelos locais. O grande barato aqui é comer nos restaurantes que ficam sobre pequenas embarcações, olhando de longe as festas no convês de iates milhonários.

Sem dúvidas, Nice, assim como toda Côte dAzur é para ser visitada durante o verão europeu, entre os meses de Junho e Setembro. Mas quem quiser uma experiência diferente deve escolher o período de Carnaval, pois ocorre a mais importante celebração do Carnaval francês.

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