O Berço do Samba

Dia 2 de dezembro foi o dia do samba.

O samba surgiu na Bahia e foi levado para o Rio, onde ele ganhou força e se desenvolveu.

Sua gente,suas praias e os encontros que duravam madrugada a dentro, inspiraram muitos artistas e renderam ótimos sambas.

Que tal uma viagem musical do samba carioca?

Na Lapa você poderá encontrar pelas ruas e botecos figuras que fazem parte do imaginário do samba, como Beth Carvalho, Nelson Sargento e Paulinho da Viola, que costuma comprar as cordas de seu violão na tradicional loja “Ao Bandolim de Ouro”, na Rua Marechal Floriano. Não é nada difícil também você encontrar um deles soltando a voz em canjas com artistas desconhecidos.

Bares como o Carioca da Gema promovem uma interação da nova e velha geração de sambistas. Na casa, às sextas-feiras, são freqüentes as canjas de grandes nomes do samba durante a apresentação do grupo Semente, que acompanha Teresa Cristina, uma das maiores revelações do samba dos tempos atuais. O clima intimista do local, a boa música e o chopp gelado remetem a um Rio de Janeiro dos anos 30.

Carioca da Gema

Outra boa pedida para a noite de sexta-feira na região é o Trapiche Gamboa. Entre a Pedra do Sol, a Ladeira do Valongo e o Largo da Prainha, o boteco instalado em uma antiga casa de pedra promove tradicionais sambas de roda, em um ambiente histórico que já acolheu nomes como Pixinguinha e João da Baiana. As sextas-feiras, Eduardo Gallotti comanda a festa acompanhado pelo grupo Centelha.

Trapiche Gamboa

Para curar a ressaca da sexta-feira, nada melhor que um passeio de balsa pelas águas da Baia da Guanabara rumo à Ilha de Paquetá. O embarque é feito no cais da histórica Praça XV no Centro da Cidade. Em um trajeto de cerca de uma hora, os turistas viajam acompanhados de um visual fantástico que inclui belezas naturais como as Ilhas Fiscal e do Sol, e aquelas feitas pelo homem como a Ponte Rio-Niterói e a frota da Marinha brasileira.

Ilha de Paquetá

Em Paquetá, a circulação de carros e motocicletas é proibida, mas você pode resgatar um pouco da infância alugando uma bicicleta para conhecer a ilha. O ponto fraco do passeio é o mar, extremamente poluído, mas as habituais rodas de samba que acontecem no Bar do Paulão (na primeira rua a direita, após o desembarque na balsa) costumam fazer qualquer amante da cultura brasileira esquecer que estão em uma ilha. Cunhada que 9 entre 10 mulheres gostariam de ter, Cristina Buarque – irmã de Chico -, uma das ilustres moradoras da ilha, sempre aparece no boteco, ao soar das primeiras batidas de tamborim.

E como na linguagem de bamba, samba rima com solidariedade, o roteiro tem que ser encerrado com chave de ouro na Penha, zona norte da capital fluminense. Fundado em 1998 pelo saudoso Cloves do Violâo, o projeto “Meu Kantinho Centro de Cultura” funciona como uma escola de música para crianças carentes da região durante a semana. Aos domingos, o Meu Kantinho promove um grande roda de samba e choro, que começa por volta do meio dia e só termina depois que o sol se por.

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