As raízes do Brasil

Dono de uma riqueza única em termos de culturas originárias, o Brasil começa a descobrir a possibilidade de conhecer mais de perto aqueles povos que fazem parte de sua herança mais profunda. Assim, visitar uma aldeia indígena, pescar e atirar com arco e flecha, pernoitar numa rede ou na esteira, numa oca, e comer os pratos típicos dos primeiros habitantes do continente é agora uma opção turística.

Pioneira neste tipo de oferta, a agência Pataxó Turismo, de Porto Seguro, cobra R$ 799 por um pacote de cinco dias e quatro noites nas aldeias e reservas indígenas pataxó do sul da Bahia: Aldeia Coroa Vermelha, Reserva da Jaqueira, Aldeia Velha, Imbiriba e Barra Velha, também chamada de Aldeia Mãe. Dorme-se em Jaqueira numa oca ou quijeme, em tarimba (que é a cama tradicional de madeira), em rede ou numa esteira, e duas noites em Caraíva, num apartamento ou numa pousada. O percurso é de aproximadamente 100 km e admite um máximo de 12 pessoas por vez. Os passeios acontecem somente nas semanas de lua cheia ou nova. As aldeias recebem uma parte do dinheiro, e lucram também com a venda de artesanato: peças simples, como um apito ou um enfeite, podem custar entre R$ 10 e R$ 15, mas um cocar mais elaborado chega facilmente aos R$ 500.

Uma alternativa para quem quer conhecer de perto a vida dos índios (esta, mais radical) é o Mato Grosso. A 520 km da capital Cuiabá está o município de Feliz Natal, cabeceira do Parque Nacional Indígena do Xingu, terceiro maior parque indígena do Brasil e do mundo. O parque tem uma área de 2, 8 milhões hectares e uma população de 5 mil índios, distribuídos em 204 tribos e 16 etnias.

As grandes atrações de Feliz Natal são o turismo ecológico e o contato privilegiado com os índios da região. O Roteiro do Xingu, de quatro dias, permite conhecer a aldeia dos Waurá e Trumai, onde os visitantes são recebidos pelos índios e assistem a danças e rituais, escuta, histórias e lendas indígenas, e participam do cotidiano da aldeia. Feliz Natal tem 4 mil habitantes e fica a 521 km de Cuiabá, a 1.329 km de Campo Grande e a 2.645 km do Rio de Janeiro. Chega-se pelo aeroporto de Marechal Rondon, em Cuiabá; da capital, ainda são 521 quilómetros pela BR-364 e BR-163.

Pataxó Turismo: tel (73) 3288-1256. Hotel Xingu Refúgio Amazônico: tel (65) 3682-2800

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